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Coldplay no Maracanã: O mundo encantado de Chris, Guy, Will e Jonny

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Verdade seja dita, não falta distração num show do Coldplay. Como o público carioca já tinha testemunhado outras vezes, a banda inglesa liderada pelo cantor, pianista, galã e animador Chris Martin faz de tudo para entreter: luzes e imagens impressionantes, papel picado de formatos e cores diversas, dois palcos auxiliares (um no meio da pista “pobre”, onde os ingressos são mais baratos do que na Premium)…
O último grito são pulseiras distribuídas ao público que se acendem de acordo com as músicas e iluminam o estádio — no caso, o Maracanã (aquele mesmo, fechado para o futebol mas disponível para shows) lotado por cerca de 65 mil pessoas na noite deste domingo. Mesmo repleto de sucessos como “Yellow”, “Viva la vida” (cujo refrão em ô-ô-ô foi entoado pelo público antes e depois do show), “Clock” e “Hymn for the weekend”, o show ainda mostra uma banda com deficiência nas composições, formulaicas e pouco desafiadoras.
Depois da nova MPB da paulistana Tiê e do folk-soul da inglesa Lianne La Havas (opções surpreendentes para uma banda puramente pop como o Coldplay), o show começou quase na hora marcada, às 21h02m, com a ária “O mio bambino caro”, da ópera “Gianni Schicchi”, de Puccini, e vídeos com fãs nas cidades por onde a banda passou na turnê “A head full of dreams” (Buenos Aires, Santiago, Lima e São Paulo), saudando o público e pedindo que todos agitassem suas pulseiras luminosas.

A bateria de Will Champion introduziu a primeira música, “A head full of dreams”, com Chris puxando o primeiro ô-ô-ô da noite, entoado com entusiasmo pelo público. Fogos e confete ajudaram na animação inicial, que foi seguida pelo sucesso “Yellow”, a primeira de muitas baladas.

Embora faltassem muitas músicas e muitas presepadas, o começo foi um bom preâmbulo do que seria o show: canções simples (às vezes simplórias) com refrãos fáceis (muitos com abuso das vogais, principalmente o “O” fechado), pulseirinhas piscando, muitos sorrisos no público e uma banda com dois lados distintos: Martin e Champion, os carismáticos, e Guy Berryman (baixo) e Jonny Buckland (guitarra) discretos, concentrados em seus instrumentos — que eles nem tocam com tanta maestria assim. O baterista, que se arrisca nos vocais e em outros instrumentos, é quem eventualmente dá alguma personalidade às canções.

Não que o público se importasse: com os maiores sucessos bem distribuídos ao longo do show, intercalados com idas aos palcos B e C, a multidão pareceu entretida ao longo das duas horas da apresentação. A versão redux do clássico “Heroes”, de David Bowie, cantada com sinceridade, foi a música que obteve menos reação.

De resto, baladas ao piano, canções mais animadinhas, como “Hymn for the weekend” (“Hino para o fim de semana”, que, ao contrário de festa, música e diversão, trata de um chamado divino) e a velha semelhança com o U2, marcada pela guitarra banhada em delay de Buckland, com a levada mântrica patenteada por The Edge, astro da megabanda irlandesa. Além de agradecimentos mil, frases em português e outros mimos, Chris Martin foi além: já no fim do show, ele interrompeu “A sky full of stars” para chamar três jovens casais ao palco.

— Vi cartazes dizendo que vocês gostariam de ficar noivos no nosso show. Vão lá, façam o que têm de fazer, e eu assisto.

Se o Rio não tem mais Terra Encantada, por uma noite um parque de diversões — com viés de programa de auditório ultrapopular — chegou à Grande Tijuca, e deixou muita gente feliz.

 

O Globo

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